domingo, 12 de julho de 2009

Menin (o/a)

Foi lendo o blog de minha amiga http://dateoriaapratica.blogspot.com/ sobre uma matéria de pais suecos que ainda não revelaram a seu(sua) filho(a) de dois anos e meio a respeito de seu sexo, que tive um choque!!

Citando a matéria:
“Queremos que Pop cresça com maior liberdade e que não seja forçado a um gênero que o/a moldará”, disse a mãe. Pop (um nome fictício para proteção da criança) usa vestidos e também calças masculinas e seu cabelo muda do estilo feminino para o masculino a cada manhã.

Vejam com seus próprios olhos em: http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2009/07/02/pais-nao-revelem-sexo-de-sua-crianca-de-dois-anos-e-meio/


Criança livre???????

É, precisamos rever nosso conceito de liberdade! Será o mesmo da revolução francesa???

Para não me estender, acho uma puta covardia esses pais tomarem essa atitude. Se querem que o mundo seja assim, então comecem por eles mesmos!!! Será que o pai usa saia?? E a mãe, tem bigode? Porque se estão criticando convenções sociais....
Acredito que o gênero diz o que uma sociedade acredita, e depois que aprendemos algumas dessas convenções, escolhemos nossos caminhos dentro do que é ser homem e do que é ser mulher.
E o sexo é ainda outra coisa, diz a respeito dos órgãos com que nascemos. É algo físico. Mesmo quem nasce com genitália ambígua acaba por fazer uma escolha. Caraca, que ideinha foi essa desse casal???

É! Sem passado, seremos o quê?????

Um bando de chipes!

E viva o Matrix!!!

E o Laranja Mecânica!

terça-feira, 17 de março de 2009

Enchentes


Homens por todos os lados, anciões, carecas, espinhudos, mastigando, ouvindo um som, dormindo, vendendo amendoim, gritos de reclamação. Uma multidão irritada. Dependente do transporte público em dia de chuva. Uma catástrofe natural, alagamentos, inundações. Trânsito interrompido. Na estação de trem de São Caetano o dilúvio de pessoas. Abelhas inflamadas depois de tocarem em sua colmeia. Enxovalhavam o maquinista. Pelo vidro, vejo filas do lado de fora da estação. Como um quadro fresco de rostos pintados:retratos da cidade, do caos. Caras sem voz, sem corpo, sem meios... Todos extremamente juntos. Desunidos. O que podiam fazer além da paciente espera? Bater os pés? Caminhar? Telefonar aos familiares? Alguns promovem um levante: passam a caminhar nos trilhos "Vamos a pé até o Brás". Um senhor coça o cocoruto, um moço faz a ginástica do cansaço. Novas conversas se formam. Uns dormem, outros "ãh...". Sem espaço, sem respiro, sem trem! Como vamos para casa? Que tempestade foi essa? A seca poeira da cinza fumaça - permanência da queima da vida - como resultante a torrencial chuva para a qual a humanidade não está preparada. Esse mundo que nos orgulhamos tanto em destruir cotidianamente grita mais alto. Gritamos por dentro a espera de mais de 5 horas... e mais, e mais, e mais. Até quando?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Dançando...





Ahááááá!! E "quem acreditou no amor no sorriso e na flor, então tudo encontrou..."


Esse até eu queria ver!! Será no dia 25 próximo, às 20:00, no Teatro Municipal de Santo André, com Dança dos Orixás e Dança contemporânea (técnica contemporânea e técnica clássica). Afinal, todo processo tem que ter fim, mesmo o do Primeiro Ano da Escola Livre de Dança!!


Beijos a todos!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Ai, essa jam de contato...


MOVIMENTO
"Arrastar, rastejar, languidez
Pálido cinza morto
Acorda, acorda, acorda!!!
Vive, sorri, olha!
A pele precisa de calor.
Decisões tomadas,
peito aberto
[silêncio].
Entrega.
Quando a vida toda pede uma atitude
A moleza e a fraqueza precisam desaparecer
O desabrochar das cores pede borboletas
líquido fluido.
Qual é a forma?
Presença."

O que adianta não se posicionar? Ficar em cima do muro, esperar que decidam, que digam como se faz, como se pensa, como se age... Assim, desaparece mesmo, vira pó em vida.
É preciso um ego para entrar em contato com o outro. Ou então, transforma-se tudo em uma coisa só: invasões, fugas... Sabendo quem sou, pode existir empatia. Sabendo quem és, não invade. Fique consigo. Fico comigo. Faço, aconteço, penso, sinto. EXISTO.

domingo, 31 de agosto de 2008

ESTANTE ALADA

Enfileiradas nas gavetas
O orgânico conto-cado.
Arritmada passada
Eterno retorno-ado.

Sonâmbulo empoleirado
Na anestesia velada
Dirigiu à ampulheta
Um movimento malogrado

Disse ao tempo que andasse
E permaneceu no espaço parado
Viva estátua atrasada
Por muitos desgostada.

Julgavam-no des-educado.
Estações não aproveitadas.
Embaraçado em suas asas.
Estanque, esgotado.

A velhice foi revelada,
Por suas penas esparramadas.
Nos cômodos, cantos, calçadas.
Em seu olhar paralisado.

Conquanto não tencionava o desagrado,
A muitos ele estimava.
Amortecido em sua morada:
A vida havia caducado.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Intensidade

"Deixa o olhar do mundo

Deixa que o olhar do mundo enfim devasse
Teu grande amor que é teu maior segredo!
Que terias perdido, se, mais cedo,
Todo o afeto que sentes se mostrasse?
Basta de enganos!
Mostra-me sem medo
Aos homens, afrontando-os face a face:
Quero que os homens todos, quando eu passe,
Invejosos, apontem-me com o dedo.
Olha: não posso mais!
Ando tão cheio
Deste amor, que minh'alma se consome
De te exaltar aos olhos do universo...
Ouço em tudo teu nome, em tudo o leio:
E, fatigado de calar teu nome,
Quase o revelo no final de um verso. "

Olavo Bilac

Acabo de ler o romance "Noites Brancas" do Dostoiévski. Neste livro, um personagem sem nome se apaixona por uma garota que estava chorando. O narrador, personagem principal, comunica-se com os prédios e casas, e com tudo aquilo que permanece o mesmo, como que num pré-viver, e a moça vive atada a sua avó (concretamento mesmo), a espera de uma promessa feita por uma rapaz um ano atrás. Quando se conhecem, a moça pede que ele apenas não se apaixone por ela. E é óbvio que ele se apaixona!! E incessantemente repete o nome dela "Nastienka, Nastienka". Ele se define como um sonhador... Dostoiévski ridiculariza as histórias românticas e o próprio personagem que não tem nem nome, é "um tipo".

Fico pensando nessa exaltação toda que diz Olavo Bilac. O quão real pode ser isso?? E essa paixão de "noites brancas"??

Penso, enfim, no próprio apaixonar-se... Como penso...
Como é apaixonar-se por alguém? Ou apaixonar-se por algo? É tão fácil chegar na beira, olhar de cima do abismo... Mas é possíel lançar-se?? Olhar, encarar, ver, aproveitar, sentir, viver...

E ao mesmo tempo... será que existe mesmo a paixão? Ou ela é apenas um mundo de devaneios sentidos solitariamente por aquele que se diz romântico? Apenas um bando de emoções curtidas a quatro paredes?

Dizem que a paixão é extremamente intensa... Tão fácil contemplar a intensidade...
E sentir intensamente, alguém se atreve?? E compartilhar um sentimento... vivê-lo a dois, a três, a cinco????

Convido aqui aqueles que quiserem a contar os seus apaixonamentos, seja por pessoas, profissões, idéias...

Até breve.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

MENTIRA

Confusão... Quando uma pessoa em quem você confiava muito conta uma grande mentira, o que você faz?

Vamos começar com a mentira... O que é a mentira?
Vai dizer que nunca mentiu, Pinóquio?! Sempre deixamos algo de fora, toda vez que nos colocamos em palavras. Às vezes esquecemos o que um amigo disse, e tudo aquilo passa a ser reinventado. O que é a verdade de quando contamos uma história? Existem realmente os fatos? Ou apenas a construção que fazemos deles?

Será que a verdade em uma conversa é a expressão da opinião? Dizemos realmente o que pensamos quando nos perguntam? Acredito que essa verdade não existe em essência, já que é construída à medida que falamos (ou que não falamos).

Mas, então, como podemos chamar aquilo que foi deliberadamente inventado pelo outro?? Aquela história que foi aumentada? Aquele fato ocorrido entre duas pessoas (o, digamos, mentiroso, e mais um), mas que é contada de duas formas diferentes????? Mentira???

Em que ponto uma mentira fere?? O que gera no mentiroso, no difamado e também naquele que por segundos (dias, semanas ou anos) acreditou no conto??

Vamos começar pelo último (por quenão começar pelo começo?). Sabe uma coisa chamada confiança?? Ela não existe mais... Não é porque uma pessoa confia quea outra automaticamente tem que confiar... Uma mentira pode ser devastadora para um relacionamento. Muitas então... E o crente passa a desconfiar de tudo e todos... O que será que é verdade??

O difamado... Bom, esse tenta alertar aqueles que estão próximos do mentiroso! Perde completamente a confiança no tratante, e fica pensando em com opôde ser um dia tão próximo a uma pessoa assim... Por fim, faz a verdade do acontecimento vir à tona.

O mentiroso... Bom, esse precisa refletir sobre os seus ditos e atos. O que quer com essa mentira?? Por que roubar a verdade de alguém e fazer uma nova história?? Por que conta sempre vantagens em seus contos?? Ele mesmo parece querer criar uma nova realidade para si... Talvez se existissem fadas que pudessem reinventá-lo??!! Talvez não goste de si mesmo e de sua própria vida... E suas palavras sejam bem mais interessantes... É, aí ele consegue que todos se afastem, deixem de confiar, de cuidar, e se importar. O que alguém poderia querer com uma pessoa que é uma farsa???