sexta-feira, 2 de outubro de 2009

...morte de elefantes...

 http://www.youtube.com/watch?v=Oi3o7TuDr3w&feature=player_embedded#

Elefantinhos vertem um liquido vermelho por suas trombas... 
eles estão morrendo... 
juntos... desgastados, 
deixam-se sofrer a dor... 
deitam-se sobre cobertores e sangram... 
enquanto o menino chora... 

o elefante rosa renasce em outro mundo, 
mais claro, mais vivo... 
ouve a natureza, mas ainda não sente o seu cheiro... 
tem medo de ouvir demais... 
cala-se, sem voz...
disse muito, palavras ao vento... 
recupera-se, e, no novo caminho, muda de direção

... revive suas feridas... 
aprende com aquilo que se desmancha... 
com a carne cortada....
servida em banquete para cegos famintos..
.aprende com cada pedaço...
a ler o que não está escrito...
a intuir. 

Acende a vela...
segue a chama... 
vive a essência de seu novo mundo...
tira a capa de invisibilidade...
aos poucos, 
gosta da delicadeza do olhar passando por sua pele, 
pousando de leve em seus carinhosos olhos...
move-se redondo. 

Anda sem se preocupar com o caminho, 
vendo apenas a luz do horizonte. 
Caminha em seu próprio trilho. 
Pegadas...
leveza no peso do elefante.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

feito crianças...


Apenas sorrisos aos meus amigos,
às vezes um silêncio,
às vezes uma conversa.
um "odeio você" que se diz dando risada. crianças brincando. se pegando.Inesquecível.
Intimidade que se tem no corpo, no olhar, nos cheiros...rs

Um grande beijo para Iaiá!

domingo, 13 de setembro de 2009

Amigos


ARTE DO CHÁ

ainda ontem
convidei um amigo
para ficar em silêncio
comigo

ele veio
meio a esmo
praticamente não disse nada
e ficou por isso mesmo

Leminski


.[Vieram-me lágrimas nos olhos ao ler esse poema].

.[Às vezes o silêncio diz muito].

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Vergonha


A dança

Ela dança em mim
no momento exato,
no segundo preciso
do constrangimento.

Incomoda
Ver alguém sem nada a dizer
Sem saber o que fazer
quando atrai olhos e ouvidos a si.

Ah, se
Neste instante
o corpo é quem fala
O feitiço muda de direção

Vergonha da vergonha da vergonha da vergonha da vergonha da vergonha da vergonha da vergonha da vergonha da vergonha da vergonha da vergonha da vergonha da vergonha...

Necessário:
http://www.youtube.com/watch?v=C570byQCLpI

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O amor dos outros


Pela primeira vez, fiquei feliz ao ler o amor deles. É bonito, singelo, delicado, verdadeiro.
Visto em pequenos detalhes, grandes palavras.
Gostoso olhar que um amor assim existe.
Gostoso abrir uma janela e me deparar com uma poesia encantada de duas pessoas.
Feito duas crianças, são inteiros um com o outro. Sem pudores, dias cheios de brincadeiras.
Ele agrada, ela sorri por saber que ele fez isso para ela.
E os dois se beijam, apaixonados, e já cheios de saudade pela despedida.

Ver um amor tão bonito. E guardar à distância sentimentos que afloram.

domingo, 23 de agosto de 2009

VÔO


Voa, Voa... Foge!


Passarinho assustado: bate as asas.

Corre do ninho.

Encaminha-se para outro lado.

Sente, arrepiado, o contato do ar.

Penas flutuam,

Na congelada camada entre o corpo e o vento.

O susto o encarcera

Dentro de si

Voa solitário ao longe.

Sentir assusta, afoba, afoga.

Desaninhado procura a si

Ruma à imensidão.

Flutuar? Isolante.


Sobe, Sobe... Cai!


Engrandecido,

Na batalha dos sentimentos, perde suas forças.

Cambaleia no céu.

Sua sombra cresce na terra batida.

Aproxima-se.

E no instante da queda,

Uma pausa:

...........................................................................

Sobrevoa a flor,

Comunicação silenciosa, estanque.

Nova investida.

Bico nas alturas.

Arrisca um relance ao ninho.


Volta, Volta... Adiante!


Alonga suas possibilidades

No farfalhar das asas.

Rumo ao destino.

Sentido? O caminho.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

apoética

Edward Hopper - Morning Sun

Quero o fim de tempos tão sérios
De angústias mal resolvidas
Absorta em pensamentos

O mau uso das palavras

Falta poesia nessa cama.